Psicanálise

Desenvolvida por Freud no final do século 19 e aprimorada por Jacques Lacan na segunda metade do século 20, explica os fenômenos psíquicos e os acontecimentos cotidianos e tem por princípio a ideia básica de que falar liberta. O simples ato de falar liberta aquilo que tentamos reprimir pensando. Põe luz sobre aquilo que trazemos de mais importante e singular, muitas vezes por nós desconhecido. O objeto de estudo da psicanálise concentra-se na relação entre os desejos inconscientes e os comportamentos e sentimentos vividos pelas pessoas. Assim, a partir da observação, o psicanalista consegue identificar vestígios de traumas, desejos ou ideias que tenham sido reprimidas para o inconsciente do paciente e que, como consequência, provoquem distúrbios comportamentais e neuroses. Neuroses são quadros patológicos psicogênicos (ou seja, de origem psíquica), muitas vezes ligados a situações externas na vida do indivíduo, os quais provocam transtornos na área mental, física e/ou da personalidade. De acordo com a visão psicanalítica, as neuroses são fruto de tentativas ineficazes de lidar com conflitos e traumas inconscientes. O que distingue a neurose da normalidade é: (1) a intensidade do comportamento e (2) a incapacidade do doente de resolver os conflitos internos e externos de maneira satisfatória.